Colo, silêncio e um coração
Agosto, 2026
Era o horário da saída e a criança estava sentada ao meu lado no banco da escola. Ela olhou nos olhos e pediu colo. Como negar? Com a franqueza dos porquês comuns da infância, perguntou-me:
— Prô, você vai me amar mesmo com o meu coração quebrado?
Em seguida, repousou a cabeça no meu ombro.
Fim do dia. E nenhuma resposta à altura daquela pequena indagação.